“(...) E eis que sinto
que em breve nos
separaremos. Minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não
sabia. Agora sei: sou só. Eu e a minha liberdade que não sei usar. Grande
responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a
ama. Quanto a mim, assumo a minha solidão. Que às vezes se extasia como diante
de fogos de artifício. Sou só e tenho que viver uma certa glória íntima que na
solidão pode se tornar dor. E a dor, silêncio. Guardo seu nome em segredo.
Preciso de segredos para viver. (...)” (Água Viva)

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